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Entrevista com Daiane dos Santos

A Revista Bem Você conversou com a ex-atleta e ginasta Daiane dos Santos, que já compareceu em quatro edições dos Jogos Olímpicos e é um dos símbolos do esporte brasileiro. Confira a continuação da nossa entrevista. Em que projetos você está envolvida atualmente?

Atualmente me dedico ao projeto social que criei em uma comunidade no Rio de Janeiro e que é chamado “Brasileirinhos”. É um projeto de inclusão de jovens em idade escolar, de 6 a 17 anos, em que ensinamos ginástica artística e arte circense. Em 2016 vou inaugurar o projeto em São Paulo. Eu sempre tive essa ideia do projeto social mas sabia que deveria me dedicar de corpo e alma a ele, então esperei parar de treinar para lançá-lo. Estamos em processo de captação de recursos através da Lei de Incentivo e convênios com o governo do Estado.

Em paralelo vou comentar as Olimpíadas em 2016 pela Rede Globo. A emissora montou um time com diversos ex-atletas e cada um vai falar sobre a sua modalidade. Eu nunca tinha pensado em trabalhar como comentarista, mas foi uma porta nova que se abriu e será uma prazer comentar o esporte que eu amo.

Como foi para você o processo de parar de competir e se dedicar a outras atividades?

Foram 19 anos treinando e me dedicando à ginástica artística. Eu já vinha trabalhando nisso desde Pequim e Londres. Me preparei fazendo faculdade (Daiane é formada em Educação Física) e para mim foi fácil a decisão de parar de treinar. Para alguns atletas não é. A carreira esportiva é tão curta que tem que se preocupar com o futuro. Eu me preparei e fui treinando e estudando.

Quais foram as maiores virtudes que você acredita que o esporte contribuiu para a sua formação?

O esporte contribui com várias virtudes para a vida das pessoas, entre elas podemos citar o respeito, amizade, comprometimento, seriedade, lealdade, a questão da exigência consigo mesmo, entre outras. O esporte forma um caráter diferente, com valores positivos. Os atletas iniciam nesta vida muito cedo, ainda novinhos conquistamos a maturidade, e isso só agrega.

Quem é o seu maior ídolo no esporte? Por quê? Meu grande ídolo é o Ayrton Senna, não apenas pelo lado atleta, mas a pessoa. Ele foi um dos que mais inspirou o meu lado social, de querer ajudar. Tive a oportunidade de conhecer a Viviane Senna, irmã do Ayrton, e o Instituto que leva o seu nome. É incrível!

Acredita que o esporte deveria ter mais investimentos públicos e privados? O esporte realmente muda a vida das pessoas?

Acredito, sim. Claro que tudo melhorou de uns tempos para cá, hoje temos bolsas esportivas, leis de inventivo... Acredito também no esporte vinculado com a educação. Quem pratica esporte não quer dizer que vá virar um atleta, mas ele forma médicos, engenheiros, advogados, enfim, pessoas melhores. Temos muitas empresas que poderiam investir mais no esporte, nós temos muitos talentos por aí. Talvez teríamos menos violência e melhor educação como efeito disso.

Nosso País está prestes a receber o maior evento esportivo do mundo. Como fica a cabeça de um atleta em nível olímpico antes da competição?

A gente sempre tem uma ansiedade para competir, mesmo sendo em casa. Mas a gente acostuma. Tive oportunidade de competir no Pan de 2007, no Rio de Janeiro, e foi muito bom. Estamos perto da família, mas também o atleta se cobra mais por isso. O importante é pensar positivo sempre.

Qual a Olimpíada mais marcante da sua carreira? Eu fui a quatro Olimpíadas. Em Sydney (2000), como reserva. Depois fui a Atenas (2004), Pequim (2008) e Londres (2012). Posso afirmar que todas elas foram marcantes. Participar do maior evento esportivo do mundo é sensacional. Tu se enxergar em um grupo tão seleto de pessoas foi um grande presente que recebi. Quem são seus melhores amigos no esporte? As minhas melhores amigas do esporte são as meninas da minha geração na ginástica, como a Laís Souza. Das cidades que você visitou e que receberam as Olimpíadas, o que notou de diferente? O esporte traz uma infraestrutura indiscutível para a cidade sede. As pessoas ficam "impregnadas" pelo clima dos Jogos, podemos notar uma felicidade geral. Em Londres, por exemplo, construíram tudo em uma região afastada. E repaginaram essa região com novos empreendimentos. Pequim também mudou muito. Os países ganham com o turismo e a vitrine que o evento proporciona. E agora durante os Jogos Olímpicos o Brasil será foco no mundo inteiro. daiane_santos02 Atualmente reside em qual cidade? Eu sou de Porto Alegre mas agora moro em São Paulo. Fiz minha vida por aqui. Há seis anos moro nesta grande cidade. Mas minha família, meus pais e meus três irmãos moram no Sul. O que você gosta de fazer nas horas vagas? Gosto muito de ficar com a família e os amigos. Fiquei tanto tempo fora, competindo e treinando, e agora posso fazer isso. Continuo praticando esportes, mas em um nível leve. Estava fazendo crossfit, corridas, bicleta, musculação. Foram anos de dedicação e o atleta tem que dar um tempo para o corpo. Hoje esporte virou um lazer, não é mais competição. daiane_santos01 Qual a parte da sua casa que mais gosta? Tem algum cantinho especial? Hoje na minha casa eu gosto muito da sala. Me mudei há pouco tempo e agora a sala está em um ambiente todo aberto. É um conceito que eu gosto. Vocês sabem que eu gosto muito de móveis e decoração? Gosto de pintura, modernidade, bastante espelho, vidros e laca. Adoro móvel laqueado. Acho lindo. As cozinhas hoje em dia são incríveis. Hoje a cozinha virou uma decoração da casa. Eu tenho alguns móveis coloridos, que dão alguma cor. Tem as bancadas, os eletrodomésticos em inox. Tem muita coisa legal e que se eu pudesse seguir as tendências reformaria todo ano a minha casa. Fotos: Divulgação / Confederação Brasileira de Ginástica

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